Oficinas Pedagógicas
Recomendação: 4ª série em diante
Oficina 1: A discriminação - solidariedade
Objetivo: Refletir sobre o preconceito e os critérios pelos quais discriminamos pessoas.
Dividir a classe em 5 subgrupos.
Apresentar a seguinte situação:
“ Cada Grupo está num barco em alto mar. O barco bate num recife e está prestes a afundar. Chega um barco salva vidas que tem capacidade para transportar a todas as pessoas menos uma. Assim cada grupo deve excluir um membro, segundo os critérios escolhidos e aceitos por todo o grupo”.
Os Excluídos de cada grupo se reúnem para discutir os critérios que os deixaram de fora.
Depois abrir os critérios que os deixaram de fora.
Depois abrir a discussão com todos:
- Como interagiram as pessoas excluídas e as pessoas que excluem?
- Quais os sentimentos evidenciados na exclusão? (do grupo)
- Como se sentiu o grupo ao ter que excluir alguém?
Oficina 2: Final Feliz
Objetivo: Refletir sobre os efeitos dos estereótipos na vida pessoal.
1° passo.
“Tendo em conta os finais tradicionais dos contos tais como...(contar qualquer história) e viveram felizes para sempre”.
Divide os participantes em subgrupos para responder as perguntas:
- Concordam com este final de conto de fadas?
- Que projeto pessoal de vida implica este final?
- Que modelo social reflete?
- Em que influencia ou tem influenciado o modelo social na sua vida pessoal. (Roda de conversa).
Oficina 3: O trem da solidariedade
Objetivo: Refletir e expressar os sentimentos de solidariedade.
1º passo :
Organizar os participantes em fileiras de quatro ou cinco conforme o número total de participantes.
Cada grupo receberá o nome de um vagão que, junto aos demais, comporá um trem.
O grupo que forma a locomotiva puxará o trem.
Cada um puxará o trem.
Cada parte do trem estará associada a um sentimento de solidariedade escolhido pelo grupo, por exemplo : um vagão representa respeito, e assim por diante.
O facilitador orientará o grupo da locomotiva a fazer o trem partir só quando estiver completo. A locomotiva deverá formar o trem dizendo : “ o trem da solidariedade quer partir ,mas falta... “ e citará os componentes do vagão para dizer em voz alta que sentimento está levando para o grupo que contém o vagão..
Todos os grupos que forem chamados dirão que sentimentos os levam, segurar-se–ão , pela cintura juntar-se à locomotiva ,que já começará a caminhar e a fazer evoluções pela sala.
Quando o trem estiver completo ,sai pela sala gritando o nome dos sentimentos que estará levando.
Pontos para discussão: Sugestões –respeito,amor,amizade,afeto, aceitação honestidade,carinho,compreensão, e outros.
Resultado esperado: através da manifestação dos sentimentos, os participantes terão feito uma reflexão sobre a solidariedade.
Tema: Comunicação e Prevenção- Discutindo a televisão com os alunos
São muitas as mensagens sobre HIV/AIDS que circulam na sociedade, provocando reações em diversas direções nas pessoas.
Os diferentes grupos sociais e as instituições têm produzido – e continuam produzindo – materiais teóricos – de pesquisa, de informação , de divulgação, materiais gráficos, audiovisuais com mensagens diversas destinadas a diferentes setores da população.
No processo de comunicação, a mensagem é decodificada pelas pessoas segundo seu próprio marco referencial, de acordo com a idade , gênero, etnia, sua história de vida, o pertencimento a um grupo social, institucional e cultural.
Essa multiplicidade de mensagens circulam na sociedade e estão presentes na escola. São mensagens diferentes, às vezes contraditórias e confusas ; não é raro perceber que muitas vezes excedem a capacidade das crianças e jovens processarem essas informações : desenhos animados, novelas, programas de entretenimento, revistas entre outras.
Diante disso, a Escola, enquanto instituição pode assumir essa problemática ou fugir dela como se não existisse!
A proposta aqui é a de INCORPORAR essa problemática , o que significa analisar, processar e dar resposta a essas mensagens ao tempo que criamos repertórios e aumentamos a capacidade de escolha e de criticidade dos nosso alunos e alunas, sejam da Educação infantil como do Ensino Fundamental e Médio.
“ A informação deve ser precisa , confiável e atualizada”
A seguir a descrição de algumas dinâmicas de grupo tendo como pano de fundo essa problemática e que você pode usar na sua aula ou mesmo nas oficinas que planeja realizar.
Oficina 4: HIV/AIDS na mídia
Objetivo:
Refletir sobre a freqüência com que aparece na mídia a temática do HIV e da AIDS nos jornais.
Refletir sobre a pandemia do HIV.
Desenvolvimento:
- Durante 2 ou 3 semanas os (as) alunos (as) folhearão os jornais e revistas (você pode dividir a classe em grupos de três por exemplo e cada grupo fica com um jornal ou revista à escolha deles) para investigar com a seguinte guia:
a) Com que freqüência aparecem notícias sobre AIDS?
b) Em que seções dos jornais costumam aparecer?
c) A que aspectos do tema se referem?
- Depois deverão classificar as notícias que encontrarem a partir dessas categorias:
a) Médica – vírus, descobrimentos na área da biologia do vírus, medicamentos, tratamentos, casos, etc
b) Sociais – testemunhos , discriminação, legislação
c) Prevenção – campanhas, publicidade , oficinas , jornadas , livros
d) Formação – cursos, congressos...
A cada tarefa cumprida organize uma discussão / debate com o grupo.
Oficina 5: Análise de notícias
Objetivo: Analisar notícias de jornais sobre a temática do HIV
Desenvolvimento:
- Selecionar notícias recentes de jornais e revistas referentes a temática do HIV
- Dividir sua classe em 2 ou 3 grupos. Cada grupo trabalhará com UMA notícia com a seguinte guia:
1- O jornalista frente a AIDS
a) De que trata de informar esse artigo ?
b) A quem se dirige?
c) Que possibilidades de verificação da verdade oferece? Está assinado? Cita a fonte?
d) O título e o conteúdo são coincidentes? Referem à situação ou opiniões diferentes?
e) Utiliza palavras novas? Era necessário? Por quê?
2- A notícia( e o jornalista e leitor) frente a AIDS
a) Quem são as pessoas ou grupos mencionados nessa notícia?
b) Que fazem essas pessoas frente ao problema da AIDS?
c) Que opinião têm do que fazem? É positiva ou negativa? Por quê?
d) A linguagem utilizada é compreensível? Em caso negativo, que palavra você não entendeu?
e) Outras opiniões sobre a notícia.
Depois deixe a discussão “rolar” e organize as conclusões a que sua classe chegou com esse exercício.
OBS: Você pode fazer isso com outros temas: drogas, aborto, homossexualidade, violência...
Oficina 6: Telenovelas
Objetivo: Refletir sobre os estereótipos de gênero e direitos humanos nas novelas
Desenvolvimento
- Os participantes em pequenos grupos , assumirão a responsabilidades de seguir uma novela durante um tempo de três ou quatro semanas.
- Cada grupo discutirá e completará um papel grande analisando o cruzamento entre os estereótipos de gênero e a violação de direitos humanos.
Para a discussão no grupo maior, cada grupo deverá ter feito um painel:
- Lista de homens
- Lista de mulheres
- Violação de direitos humanos
Oficina 7: As notícias e a diversidade cultural
Objetivo: Valorizar a diversidade cultural das comunidades na sociedade
Prevenir a discriminação
Desenvolvimento
Primeiro Passo:
- Análise de notícias: Se solicita aos participantes que tragam para a classe notícias relacionadas com a diversidade cultural. Em pequenos grupos, irão identificar e apreciar:
- As manifestações da diversidade cultural: expressões lingüísticas; de usos; de vestimentas; de festejos; etc.
- Formas de solidariedade com os povos , grupos sociais e pessoas privadas de seus direitos
Organize, medeie um bom debate com o que o grupo trouxer...
Segundo Passo:
Em pequenos grupos se analisa:
- Na notícia que características culturais SE OBSERVA? Diversidade lingüística e cultural, de tolerância ou discriminação.
-Situações de solidariedade ou de falta de solidariedade sociais que se dão.
Discussão com o grupo todo.
Dicas de livro para as primeiras séries do ensino fundamental:
1 - A centopéia que pensava
Autor: Herbert de Souza, o Betinho- Ed Salamandra/Moderna
2 - Miltopéia, a centopéia solidária
Autores: Herbert de Souza, o Betinho e Chico Alencar- Ed Salamandra/ Moderna
Tema: A adolescência e as drogas
“Seja jovem, seja feliz, seja magro, seja bem informado, seja alguém de sucesso”. Com essa frase, a psicanalista e psicopedagoga, Cybelle Winberg, explica as pressões atualmente exercidas sobre o adolescente que, além da transição para a vida adulta, têm que enfrentar a competição dos pais, empenhados em parecer mais jovens do que eles. A discussão está no texto “Adolescer no mundo atual”, do livro “Geração Delivery”, cuja leitura crítica recomendamos, ao término desta oficina (www.saeditora.com.br).
Num ambiente de forte apelo ao prazer, poucos limites, muitas dúvidas, nenhuma ideologia e, muitas vezes, uma enorme disputa com os pais para ver quem é mais adolescente, o jovem freqüentemente se torna apático, indolente ou encontra na violência, transtornos alimentares, depressão, sexualidade ou drogas uma forma de denunciar as pressões que está enfrentando. (olho)
Esta é uma dinâmica para educadores, não para alunos. Ela pode ajudar você e seus colegas a compreender melhor as necessidades de seus alunos, alcançando uma perspectiva de formação do indivíduo que vai além da grade curricular. Essa compreensão pode ser fundamental para reduzir a vulnerabilidade do adolescente às drogas e outros riscos a que ele está sujeito, da apatia à violência, passando pelas DST, gravidez indesejada, pânico e depressão.
Oficina 8: O chá do Adolescente
Objetivo: Discutir o modo de ser do adolescente e as conseqüências dessa visão de mundo em relação às drogas.
1) Dividir os participantes em quatro grupos menores;
2) Cada grupo escolhe um representante para apresentar as suas conclusões/produção (cartaz, resumo, apresentação);
3) Apresentar a tarefa aos grupos: montar uma “cesta” a ser entregue a um adolescente, contendo um cartão com uma mensagem e os ingredientes que cada membro do grupo e, finalmente, o próprio grupo, acha que ele necessita para passar à vida adulta bem equipado. Exemplos: mais compreensão, responsabilidade etc;
A tarefa deve mostrar de que forma os educadores encaram as necessidades, desejos e dúvidas do adolescente e suas manifestações.
O coordenador deve observar a condução dos trabalhos e os pontos levantados pelos participantes: aspectos colocados em todas as cestas, aspectos colocados e depois retirados das cestas, etc.
4) Fechamento da Dinâmica: a importância da adolescência merece a celebração de um ritual socializado. O uso de drogas mitas vezes funciona como um ritual de passagem.
5) Discussão: O Adolescente e as Drogas – baseada no texto de Cibelle Weinberg, “Adolescer no Mundio Atual”, do livro “Geração Delivery”.
Oficina 9: Drogas - Por quê discutir?
O abuso de drogas é um dos graves problemas da sociedade e atinge todo o planeta. Vamos aproveitar o momento de transformação da consciência na busca de soluções para o problema. Colocar o professor e a escola no fenômeno da droga é incluir saber e consciência no combate às drogas que matêm o insabido.
As escolas de ensino infantil, fundamental e médio são um meio eficaz para se atingir os agentes formadores de opinião, tanto entre os alunos e seus pais, como entre os professores. Não há dúvidas sobre a necessidade de se discutir e se ampliar a compreensão dos profissionais envolvidos nessa área sobre a implementação de programas preventivos ao uso abusivo de drogas na comunidade escolar.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O abuso de drogas é democrático: atinge pobres, ricos trabalhadores e desempregados, cultos e não privilegiados por uma boa educação. Ao discutir drogas, discute-se poder, democracia e liberdade. A droga discussão sobre as drogas exerce uma pressão que pode levar a um progresso na ampliação da democracia e afirmação da liberdade.
Mais preocupante que os prejuízos causados pelas drogas é o conformismo e a passividade das pessoas em relação a esse tema. Os círculos de cultura que o movimento freiriano preconiza são fundamentais na consolidação de uma educação preventiva.
Ao manter uma avaliação preconceituosa sobre o uso indevido de álcool e outras drogas, pode-se não perceber o perigo que é negar o bom, em nome do melhor.
TEMAS E TEXTOS
- A Geopolítica das Drogas – desmistificar o contexto atual do comércio das drogas no mundo;
- Aspectos Psicossociais do Uso das Drogas – preconceitos, explicações simplistas;
- Classificação – apresentar, de forma clara e científica, as diferentes drogas e seus efeitos;
- Modelos Preventivos (a importância de um modelo libertador – vídeo “Notícias de Uma Guerra Particular”);
- Drogas, Mitos e Verdades – Beatriz Carlini Cotrim – Ed. Ática;
- Doces Venenos – Lydia Arantangy;
- A proibição: princípio e conseqüência – Antonio Escohotado;
- Dominação ideológica versus lazer psicotrópico – Sebastian Sheerer.
CLASSIFICAÇÃO
- Bebidas alcoólicas: álcool, vinho, cerveja, aguardente, uísque e outros destilados;
- Produtos do tabaco: nicotina, cigarros, charutos, rapé;
- Produtos do café: cafeína, café;
- Produtos da cannabis: thc (princípio ativo da maconha), haxixe, liamba, óleo;
- Produtos da coca: cocaína, crack (subproduto da cocaína), folha de coca;
- Alucinógenos: mescalina (cogumelo), ácido lisérgico (químico), psilocibina (cogumelo), psilocina, dimetiltriptamina (químico);
- Opiáceos: morfina, ópio, heroina, codeína, metadona, buprenorfina;
- Solventes: éter, colas, estalinhos;
- Outros produtos sintéticos: anfetaminas, pcp, ketamina, 2CB, mbdb, mda (ecstasy), mdma (idem), mdea (idem), neurolépticos, antidepressivos, barbitúricos, benzodiazepinas;
- Outros produtos naturais: muscimol, iboga, qat, khat, kava, harmalina, harmina, atropina
Oficina sobre HIV e Aids
Recomendação: A partir da 5ª série
Tema: HIV/AIDS-Informações técnicas
Oficina 10: Informações técnicas sobre HIV e Aids
Objetivo: Levar o grupo a compreender o que é HIV e Aids, diminuindo o medo e o preconceito
Antes de iniciar é bom saber o que o grupo com quem você vai trabalhar já sabe sobre o assunto, assim, você pode enfatizar mais os pontos que estão confusos. Por exemplo, se aparece que alguém pode se contaminar por um alicate, você já saberá que terá que explicar detalhadamente a BIOLOGIA do HIV para que não haja dúvida quanto a isso.
Assim, a proposta é uma dinâmica de grupo para iniciar a conversa.
Técnica: Remador
O que você vai precisar:
1) 4 folhas de papel Kraft ou de embrulho
2) 4 pincéis atômicos de cores diferentes: vermelho, azul, preto e verde
3) Fita crepe
O que fazer:
a) Coloque em cada folha de papel uma pergunta obedecendo a seguinte ordem:
– O que significa HIV? E AIDS?
- Como se transmite AIDS?
- Como não se transmite AIDS?
- Como se previne a AIDS?
b) Divida o grupo em 4 sub grupos e dê a cada um uma folha.
c) Cada grupo discute entre si e responde a pergunta usando o pincel que recebeu. Havendo discordância no grupo ela deverá estar ali também, a idéia e que todos coloquem seus pontos de vista..
d) Você vai trocando as folhas de modo a que os quatro grupos respondam a todas as perguntas. Cada grupo será IDENTIFICADO PELA COR DO PINCEL ATÔMICO
e) Quando todos terminarem, chame um representante de cada grupo para expor sua pergunta começando pelo grupo que respondeu a primeira. Quando a pessoa terminar essa folha , você esclarece as dúvidas ou concerta possíveis erros.
f) A idéia é que fique claro que a pergunta queria saber apenas o significado da sigla , este é o gancho para discutir como a gente interpreta o que nos é falado e como transmitimos nossas idéias.
A partir da descoberta do significado da sigla AIDS:
SÍNDROME – Conjunto de sinais e sintomas : sinais coisas que eu vejo, sintomas coisas que sinto mas só o médico pode dizer porque..., da IMUNO(DEFESA) DEFICIÊNCIA(DEFEITO). Isso quer dizer que a pessoa que fica com AIDS não perde a imunidade como se pensa, mas sofre uma DESORDEM no seu sistema de defesa, um defeito que a impede de se defender das doenças a contento.; ADQUIRIDA : ou seja , vem de alguma coisa de fora, no caso de um ser: o HIV. O nome do vírus também já diz como ele é transmitido:
VÍRUS – um ser incompleto que tem apenas uma capinha de proteína protegendo seu DNA ou RNA – todos os seres vivos para existirem precisam ter essas duas substâncias: DNA e RNA que atuam em conjunto, os vírus só têm uma das duas por isso sempre precisarão estar dentro de outros seres vivos para se reproduzirem e sobreviver. Eles podem estar dentro de seres microscópicos com as bactérias (caso do vírus da gripe), ou dentro de células de animais ou seres humanos.
O HIV é um retrovírus, isto é, ele só tem RNA e vive nas nossas células de defesa mais importantes:
T4 - Essa célula é a organizadora do sistema de defesa, é ela quem decide quando teremos que fazer anticorpos para acabar com um microorganismo muito forte, ou se podemos nos contentar com a defesa celular: uma célula atacando a outra, no caso a célula invasora. Por isso, como o HIV vive dentro dessa célula hiper importante, ela deixa de funcionar para a pessoa a qual pertence e uma vez dentro dela, o vírus começa a utilizar suas substâncias para se reproduzir. Assim , ao invés da célula trabalhar para a gente, trabalha para ele. Chega um momento em que há tantos vírus dentro dela que ela não agüenta e estoura e aí a pessoa acaba liberando centenas de vírus que vão entrar em novas células T4.
NA FOLHA DOIS - você também resolve as dúvidas e destaque em quais lugares do organismo há células T4 que possam “sair” de um indivíduo e “entrar em outro?”
- Sangue: transfusão e uso compartilhado de seringas na veia. Aqui é importante destacar que o HIV não é um vírus muito poderoso , ele só causa perigo de realmente contaminar a pessoa quando ele está em enormes quantidades e entrando numa porta importante : veias, artérias ou vasos sanguíneos que possam leva-lo rapidamente a grande circulação-onde estão grandes quantidades de T4. Por isso pequenos cortes, acidentes na escola do tipo arranhão, e outros cortes não têm perigo de contaminação pois precisaria que duas pessoas cortadas esfregassem seu corte aberto uma na outra durante horas para haver alguma possibilidade de um “tipo” de transfusão.
E por que isso? Porque nosso organismo se defende , produz anticorpos contra o vírus ,mas se ele vem em grandes quantidades nosso anticorpos só conseguem mantê-los num nível que impeça que a pessoa desenvolva os sintomas rapidamente, isto explica porque uma pessoa com HIV pode viver sem sintomas por muitos anos , em média no Brasil de 6 a 8.
- Esperma e secreção vaginal: nestes líquidos corpóreos há enormes quantidades de T4, afinal, esses são os líquidos que protegem o que a raça humana tem de mais importante: o segredo da reprodução da espécie (óvulos e espermatozóides). Sempre numa relação sexual, por mais prazerosa que seja, há atrito e, portanto, microfissuras: as pessoas não saem sangrando da cama (normalmente), mas os microcortes estão lá e estamos lidando com portas de entrada muito importantes: o pênis só fica ereto porque está cheio de sangue (sangue bom!) e a vagina e útero também: assim teremos as condições ideais para a contaminação; grande quantidade de vírus entrando por portas importantes.
- Leite materno: como o neném não fabrica seus próprios anticorpos até 18 meses de vida ele precisa recebe-los da mãe. Por isso o leite materno é tão importante. Mas se a mãe for soropositivo, este leite estará contaminado com o vírus e ela não poderá amamentar, pois estará enviando células contaminadas para seu bebê que tem a mucosa muito fina e não tem a mesma proteção do adultos.
- IMPORTANTE: no Brasil é lei – toda gestante tem o direito de realizar o exame HIV para poder ser medicada. Se for HIV + e assim reduzir muito as chances de contaminar seu neném durante o parto ou mesmo na gestação. Para haver contaminação na gestação é preciso que a mãe tenha uma alta carga viral e esteja sem medicação. Outra coisa importante: o ministério da saúde envia a todos os hospitais que fazem parte o AZT injetável para que a mãe e o bebê possam receber a medicação durante o parto e logo após o mesmo, pois os estudos comprovam que esse procedimento reduz as chances de contaminação.
- NA ÚLTIMA FOLHA - você, nesse momento vai tirar as dúvidas e os mitos do tipo "sentar no banco do ônibus, cortes na escola, etc". Lembre-se: este é o momento de deixar as pessoas colocarem para fora seus medos!!!
Esclareça que o vírus não tem perninhas portanto não consegue atravessar a pele íntegra e que toda escola deve ter por exemplo a mistura de álcool iodado que o posto de saúde pode fazer e enviar . Assim, no caso de acidente com sangramento, quem socorrer passa a mistura nas mãos que ESTARÁ SE PROTEGENDO, e a pessoa que está com o corte não o contaminará com suas próprias bactérias.
Sugestão de Materiais: livros e filmes
Tema: Como educar sem usar a violência - Dora Lorch
Oficina 11: Livros
Objetivo: auxiliar o trabalho pedagógico em sala de aula
- "Como educar sem usar a violência" - Dora Lorch - Pais e educadores
- "O Homem que amava as caixas" - Brinque-Book - Infantil
- "A casa sonolenta" - Editora Ática - Infantil
- "Nicolau teve uma idéia" - FTD - Infantil
- "Angélica - Ligia Bojunga Nunes" - Editora Agir
- "Drogas mitos e verdades" - Beatriz Carlini
- "Educação e Mudança" - Paulo Freire
- "Sexo & Cia" - Jairo Bouer
- "Pedagogia da autonomia" - Paulo Freire
- "Educação como prática da liberdade" - Paulo Freire
- "Não nascemos prontos - Provocações filosóficas" - Mario Sergio Cortella
- "Não espere pelo epitafio" - Mario Sergio Cortella
- "Porque uns e não outros" - Jailson Sousa e Silva